Ejaculando Versos: Masturbação verbal, ou punheta das palavras

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Escrever um livro é como uma longa masturbação cheia de prazer no percurso e com um grande orgasmo ao final, quando se conclui a obra.

A analogia pode parecer pesada e até escatológica, entretanto não deixa de ser real.

Assim como na masturbação, no ato de escrever precisamos também fantasiar algo nos olhos da mente, é preciso ter alguma inspiração por menor que seja, ou ao menos, é preciso sentir muito prazer naquilo que se está a escrever.

O problema é que escrever, é uma punheta que concebe filho, portanto uma masturbação fértil, não estéril. Pois, depois, a obra, tem nome, data de nascimento, em alguns casos padrinho (editora), registro e por aí vai.

Mas é masturbação porque é uma ato solitário, no qual se usa a mão… tá bom, estou sendo dramático. Sim, o drama é necessário.

Assim como Xvídeos, tem diversas formas de alimentarmos nossa imaginação na masturbação literária, e podemos trocar as playboys por livros, nessa punheta. Podemos usar bastante lubrificante, para não ferir com palavras. E, o melhor, não tem limites, pode gozar quantas vezes quiser… só não dá para fingir orgasmo. Aliás, péssimo gosto um escritor que finge orgasmo, pois se não consegue se emocionar com o que ele escreve, ele nunca vai conseguir emocionar o outro.

Portanto, essa círirica deve ser cheia de afetos. E deve ser tão intensa a ponto de parecer uma foda real, quente, como o fogo ardente da paixão.

Tem gente que usa ‘mão amiga’, plagiando as coleguinhas, ( como dizia Simone e Simaria ) e que Iemanjá nos livre. Este dispensam comentário.

Agora, uma dica foda, que não poderia faltar, é ir massageando de leve a glande ou clitóris, lentamente, sem pressa, para que não aja ejaculação precoce de palavras, é horrível uma obra mal acabada, ou pior, não maturada, forçada, prematura. Até o leit’or percebe.

E é só no momento da leitura, quando atinge o leitor com seus jatos de criatividade, é que a punheta, a masturbação literária se transforma em foda podendo gerar muita fertilidade de ideias, pensamentos, sonhos, esperanças, ideias… É foda! Engravida na primeira, todo mundo que lê sai grávido de ideias e conhecimento. Todo livro tem sabedoria, boa ou má.

Mas o ‘magma’ deste conhecimento é saber que se morre ao final de cada punheta, jogado, exausto, esperando a próxima ereção para dar início a mais uma bronha, esperando um estimulo qualquer para novamente colher jatos de semêm nas asas da imaginação.

Copyright © 2019 de André Larô Todos os direitos reservados. Este texto ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor ou editor.

Publicado por André Larô

Brasileiro Nascido em Goiânia-Goiás, em 27 de abril de 1985. Artes Cênicas - UFG Escritor, compositor, poeta, ator e terapeuta holístico

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